O Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio de Janeiro (Iterj), em parceria com a prefeitura de Duque de Caxias, começa ainda neste semestre o cadastramento de cerca de 10 mil famílias que irão receber o título de propriedade e regularização fundiária. O cadastramento beneficiará as famílias residentes na Vila Getúlio Cabral (Parada Angélica), Parque Liberdade, Parque Esperança e Vila Esperança. Segundo a presidente do Instituto, Elisabeth Mayumi Sone de Ribeiro, a integração com a atual administração da prefeitura de Caxias, facilitou e agilizou o processo de cadastramento das famílias que serão contempladas com o título de propriedade. “Encontramos no prefeito Alexandre Cardoso e nas secretarias da prefeitura um diálogo para podermos fazer o recadastramento, o que não acontecia no passado", diz.
- O processo de cadastramento está previsto ainda para o primeiro semestre. Antes estão programadas assembleias com os moradores, onde será explicado todo o processo de legalização. Em seguida é feito o levantamento daqueles que serão beneficiados com o título. É importante destacar que a maioria destas famílias vive em áreas do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), Cehab (Companhia Estadual de Habitação do Rio de Janeiro) e do município, o que facilita nosso trabalho na legalização da área. Aquelas famílias que residam em área considerada de risco serão encaminhadas para o programa federal Minha casa, minha - explica Elisabeth.
Para ex-catadora, é a “realização de um sonho"
A inclusão do Parque Esperança (atual Jardim Vila Nova), no bairro São Bento, no programa de Título Fundiário, foi elogiada pelo presidente da Associação de Moradores, Alcicleber Mota. “É uma ótima notícia para todos os moradores desta região que sempre desejaram ter a escritura dos seus imóveis", disse. Para a aposentada Maria das Graças da Silva Barbosa, 65 anos, o título será a realização de um desejo antigo. “Moro no Parque Esperança há mais de 20 anos, sempre sonhei em ter minha casa regularizada. É a realização de um sonho", afirma.
Ex- catadora do lixão do Jardim Gramacho, Maria das Graças, conta que viu a região crescer e novas casas serem construídas. “Morava e trabalhava no lixão, na madrugada. Comprei minha casa aqui. Não tinha nada. Ajudei a carregar barro e demarcar terreno. Agora, com a possibilidade de receber o título de propriedade, o bairro poderá receber mais investimentos, água, luz e outros serviços. Será uma benção para todos, mesmo aqueles que não receberem o título de propriedade", finalizou a aposentada.


