O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse sexta-feira (9), ao responder a pergunta de um internauta durante bate-papo no Facebook, que o governo já adotou medidas para gastar menos e reequilibrar a economia. Ele citou as mudanças recentes nos benefícios da Previdência. Levy disse que essas medida foram tomadas a fim de evitar algumas distorções. E deu, como exemplo: "alguém que começa a receber pensão de viúvo ou viúva aos 25 anos de idade e vai continuar recebendo esse dinheiro do governo talvez por mais de 50 anos".
O ministro acrescentou que não faz sentido esse desperdício com o dinheiro do povo. "O governo diminuiu o volume de empréstimos com juros baratos para algumas empresas. Empréstimo barato também é pago pelo contribuinte e tem de ser dado só em situações muito especiais. O governo também mostrou, ontem [dia 8], que está cortando nas suas próprias despesas", postou Levy. Ele se referiu aos cortes no custeio, recursos do orçamento para pagar principalmente a máquina do governo. “O corte nessas despesas, que chegou a um terço [do previsto], é essencial neste momento. O objetivo é limitar esse tipo de despesa para, com essa economia, ter dinheiro para pagar a Previdência Social e os benefícios certos, que o governo tem obrigação de pagar, e sempre em dia", respondeu. O Diário Oficial da União publicou dia 8, medidas estabelecendo bloqueio mensal de R$ 1,9 bilhão no orçamento até que a programação orçamentária seja aprovada pelo Congresso Nacional.
INFLAÇÃO - O ministro disse ainda durante bate-papo no Portal Brasil (perfil do governo federal), que a inflação de 2014, apesar de todos os desafios, ficou dentro da meta. “A inflação do IPCA em 2014 foi 6,41%, abaixo do máximo de 6,5%, o teto. Agora, em janeiro, realmente a inflação deve ser um pouco mais alta do que em alguns meses do ano passado. Em parte, porque janeiro e fevereiro são meses em que, todo ano, há mais reajustes, como de escola, IPTU, ônibus etc", disse. O ministro observou que, para a economia voltar a crescer, o governo tem de fazer algumas arrumações e isso pode mexer em alguns preços. Segundo ele, os economistas chamam isso de mudança nos preços relativos, importante para acomodar a economia em um novo caminho de crescimento. “Mas o mais importante é que o Banco Central, que é o guardião do valor do teu dinheiro, está atento e vai continuar cuidando para que a inflação esteja no caminho de não só ficar abaixo do teto, como expliquei acima, até o final de 2015, mas também para ela voltar para o objetivo de não passar de 4,5% em 2016. Esse valor de 4,5% é a chamada meta da inflação, que é muito importante para as pessoas terem confiança e a economia crescer". Levy destacou ainda que, para segurar a inflação, é preciso que o governo não gaste demais. “Se a gente fizer isso agora, vamos poder ter a inflação caindo no ano que vem", ponderou. (Agência Brasil)


