A venda de lotes da frequência de 700 mega-hertz (MHz) impulsionará a expansão da tecnologia 4G (de quarta geração), disse o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Segundo ele, a faixa, que exige a instalação de menos antenas, ajudará as companhias telefônicas a oferecer internet de alta velocidade em cidades do interior, principalmente nas localidades de 30 mil a 50 mil habitantes. “Consolidamos a possibilidade de massificar o 4G no Brasil. O serviço será o grande motor para universalizar a internet de alta velocidade. Nos municípios de menos de 50 mil habitantes, uma empresa poderá operar antena conectada a uma linha de fibra óptica e vender o sinal 4G. Isso exige menos investimentos em estrutura física", explicou o ministro.
Paulo Bernardo considerou o leilão um sucesso, apesar de dois dos seis lotes ofertados não terem sido arrematados, e de uma empresa, a Oi, não ter participado. “Já era esperado que não fossem vendidos todos os lotes depois da desistência da Oi. Temos de pensar que, em pleno momento de turbulências no mercado financeiro, quatro empresas estarem apostando e investindo no país é considerável", declarou. Para o ministro, o fato de o governo ter aberto mão, no edital, de obrigar o fornecimento do 4G em estradas e de introduzir um limite mínimo de velocidade de transmissão de dados não prejudicará a qualidade dos serviços. Segundo ele, a exigência de que as antenas sejam conectadas a redes de fibras ópticas permitirá conexão rápida à internet na frequência 700 MHz.
ARRECADAÇÃO - O leilão da frequência de 700 mega-hertz (MHz) da tecnologia 4G (de quarta geração) arrecadou quase R$ 10 bilhões. O governo, no entanto, ficará com pouco mais da metade desse dinheiro. De acordo com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o caixa do Tesouro Nacional receberá reforço de R$ 5,43 bilhões no fim do processo. Apenas com as outorgas, as empresas vencedoras – Claro, Tim, Vivo e Algar (que opera no interior de Minas Gerais e de São Paulo) – pagarão R$ 5,9 bilhões. As companhias também terão de desembolsar cerca de R$ 423 milhões para poderem operar a tecnologia 4G - tanto na faixa de 700 MHz, arrematada hoje (30), como a frequência de 2,5 giga-hertz (GHz), que começou a ser explorada comercialmente no ano passado.
As companhias desembolsarão mais R$ 3,6 bilhões. Esse dinheiro, porém, não irá para o Tesouro Nacional, porque será aplicado em um fundo que financiará a limpeza da frequência de 700 MHz, transferindo canais de televisão UHF (ultra alta frequência), que atualmente ocupam a faixa, e investindo em equipamentos que impedem a interferência entre sinais de televisão e de celulares. No fim das contas, as vencedoras do leilão terão que pagar R$ 9,92 bilhões. (Agência Brasil)


