Questionado sobre a nota que daria à Copa no Brasil, depois de ter dado 9 à da África do Sul, Blatter brincou e atribuiu 9,25 ao evento, porque "não existe perfeição". "Minha nota é 9,25. O Brasil melhorou em relação à África do Sul, mas perfeição não existe, por isso não é possível dar dez", afirmou o dirigente, embora a tradução oficial da Fifa tenha se atrapalhado com os números, anunciando 9,95, confundindo muitos jornalistas. “Foi uma Copa muito especial, e o que fez esta Copa tão especial foi a qualidade do futebol e a intensidade dos jogos", disse o presidente da Fifa. Ele destacou o fato de ter havido poucas lesões de atletas e times jogando ofensivamente desde a primeira fase. "Não se pode comparar esta Copa a qualquer outra. Cada uma tem a sua própria história, mas posso dizer que esta foi excepcional".
Blatter considerou normal o fato de ter sido vaiado quando sua imagem aparecia nos telões dos estádios e disse que também foi aplaudido: "Você tem que viver com isso", disse ele. O presidente da Fifa manifestou insatisfação quanto ao combate ao racismo em eventos esportivos desse porte e afirmou que se trata de um ponto que precisará ser melhorado na Copa de 2018, na Rússia. "Não estou totalmente feliz."
Perguntado sobre as investigações da Polícia Civil do Rio de Janeiro a respeito da venda irregular de ingressos para jogos da Copa, Blatter disse que é preciso apresentar provas e evidências antes de falar em corrupção, mas que, "sobre algo estar errado nos ingressos", a Fifa podia se posicionar. Blatter passou, então, a palavra ao secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke,, segundo o qual todos os ingressos vendidos pela Fifa respeitaram os preços predefinidos. Para ele, os 3 milhões de ingressos que vão para as empresas que vendem os pacotes de hospitalidade é que precisam ser controlados. "Não se pode dizer que a Fifa não está lutando contra esse sistema ilegal. Pessoas foram presas na África do Sul ,assim como no Brasil. Sempre oferecemos todo o nosso apoio às autoridades".
Sobre o próximo Mundial, Blatter anunciou que em setembro haverá uma reunião da Fifa com o comitê organizador russo para discutir, entre outras coisas, a quantidade de estádios, que será entre dez e 12, número desejado pelos anfitriões. “Hoje, o número de estádios está em 12, mas isso ainda será decidido posteriormente, não reunião com a Fifa", confirmou o diretor executivo do comitê organizador da Rússia-2018, Alexey Sorokin. (Agência Brasil)


