Os turistas estrangeiros que vierem para a Copa do Mundo não poderão contar com uma facilidade comum em países da Europa: as chamadas máquinas cambiadoras. Esses equipamentos, uma espécie de caixa eletrônico, permitem a troca de moedas estrangeiras por real e vice-versa. O uso dos dispositivos foi autorizado pelo governo em 2012, para oferecer uma alternativa e facilitar o acesso do estrangeiro a pequenos valores em reais, a partir do evento esportivo, este ano. Elas ainda estão sendo testadas no país. De acordo com o responsável comercial pela empresa que produz as máquinas, a Hess Latam, André Salvador, nos próximos dias também será instalada uma máquina em um shopping de São Paulo e outras capitais poderão receber os equipamentos, em junho. No total, serão 50 equipamentos distribuídos em grandes cidades dentro de hotéis, shoppings centers e aeroportos.
Outra medida autorizada pelo governo em 2012 que não deslanchou foram os correspondentes para troca de moedas. O governo autorizou casas de câmbio e bancos a fazerem parcerias com estabelecimentos comerciais. Segundo o presidente da Associação Brasileira das Corretoras de Câmbio (Abracam), Tulio Ferreira dos Santos Junior, por falta de segurança o setor não se interessou por correspondentes em estabelecimentos comerciais. Segundo ele, atualmente, a maioria dos parceiros continua sendo as agências de viagens e há também alguns hotéis que fazem troca de moedas. “Nas agências de viagens tem gente com experiência e as lojas e os caixas são blindados. Um país com pouca segurança como o Brasil não tem como ter moeda estrangeira em farmácia ou supermercado", argumentou. (Agência Brasil)


