Com 250 quilos de explosivos, a prefeitura do Rio de Janeiro implodiu, às 7h de domingo (20), mais 300 metros do Elevado da Perimetral. As detonações fizeram parte da terceira das cinco etapas da derrubada, que agora será feita apenas com o desmonte da estrutura remanescente sobre a Avenida Rodrigues Alves, na zona portuária do Rio. Ao todo, 1.750 metros já foram destruídos. O trecho implodido neste domingo de Páscoa se estendia do 1º Distrito Naval à sede da Polícia Federal. A área, que inclui a Praça Mauá, é uma das principais apostas da prefeitura na revitalização da zona portuária. Além de incluir prédios icônicos da cidade como o Edifício A Noite, sede histórica da Rádio Nacional, e o Píer Mauá, a praça vem recebendo novos equipamentos culturais, como o Museu de Arte do Rio, já inaugurado, e o Museu do Amanhã, que ainda está em construção.
A demolição do trecho gerou em torno de 10 mil toneladas de entulho, que devem levar até 30 dias para serem removidas. O impacto de todo esse peso foi absorvido por uma camada de material retirado das escavações do túnel, que receberá a via expressa substituta do elevado, além de colunas de pneus e sacos de areia. A liberação do trânsito no trecho da Avenida Rodrigues Alves, que estava em uso antes da demolição, no entanto, está programada para o dia 24, depois do feriadão que, no Rio, é prolongado com o Dia de São Jorge (23 de abril). Equivalente à carga de 300 a 400 caminhões, o entulho será reciclado e ficará em um depósito na própria zona portuária, guardado para a pavimentação das ruas da região. A previsão do diretor presidente da Concessionária Porto Novo, José Renato Ponte, é que até o fim do ano a perimetral seja inteiramente demolida, para que a revitalização do porto termine no primeiro semestre de 2016.


