Após encerrarem a greve, os bancários voltaram ao trabalho nesta segunda-feira. Em algumas agências da capital e em outros municípios, o movimento foi intenso e clientes enfrentaram filas. Seguindo a orientação do Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Confederação dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a maioria da categoria aceitou na última sexta-feira (11) proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), assim como acordos específicos com o Banco do Brasil e a Caixa. Com isso, a greve foi encerrada na maior parte do país, depois de 23 dias de duração. Apesar de grande parte dos bancários ter voltado ao trabalho, alguns ainda farão assembleias hoje para decidir se encerram a paralisação.
Para compensar os dias parados, os bancários vão trabalhar uma hora a mais por dia, de segunda a sexta-feira, até 15 de dezembro, a partir da assinatura do acordo. A proposta aprovada eleva para 8% (com aumento real de 1,82%) o índice de reajuste salarial. Também foi aceita a oferta de reajuste de 8,5% do piso salarial (ganho real de 2,29%) e de 10% no valor fixo da regra básica e sobre o teto da parcela individual da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). O lucro líquido a ser distribuído linearmente na parcela adicional da PLR subiu de 2% para 2,2%.
Conforme a proposta, os bancos não poderão enviar mensagens (SMS) aos funcionários cobrando resultados, abono-assiduidade de um dia por ano, constituição de grupo de trabalho com especialistas para apurar as causas dos adoecimentos dos bancários e adesão ao Programa Vale-Cultura do governo federal, que prevê R$ 50 por mês para o trabalhador gastar com atividades culturais.


