Cerca de 100 funcionários da empresa Locanty (agora com o nome Infornova) promoveram um agitado protesto pela manhã desta sexta-feira (21), no bairro 25 de Agosto, pela falta de pagamento de salário do mês de novembro e do 13º, bem como de melhores condições de trabalho. Carregando cartazes feitos com cartolina, os manifestantes utilizaram carrinhos de mão, pás e vassouras para interditar parte da pista em frente à antiga sede da Prefeitura, para chamarem a atenção da população. Alguns chegaram a depositar na rua o conteúdo de sacos de lixo que estavam acumulados próximo do local.
Outra denúncia feita pelos funcionários é que a empresa mandou recolher no dia anterior o material de trabalho dos empregados sem informar se eles continuariam trabalhando. “A empresa está com as portas fechadas e pelo que ouvimos falar, estamos demitidos", disse um gari que se identificou como Jorge. Nenhum representante da empresa esteve no local para conversar com os funcionários e os jornalistas.
Em poucos minutos de protesto chegaram ao local quatro viaturas polícia militar. Um momento tenso foi quando um policial identificado pelos manifestantes como Barbosa, que estava na viatura 54-5562, do15º BPM, teria ordenado que eles acabassem com o protesto e ameaçado uma funcionária de prisão. Os manifestantes, porém, dialogaram com um oficial, que garantiu a realização da manifestação e o fluxo do trânsito em uma pista. Pouco depois da chegada da PM, uma pick-up branca, placa LPV-9074, chegou ao local e recolheu parte os equipamentos de trabalho dos empregados.
Alguns funcionários exibiam contracheques, denunciando que a empresa não está disponibilizando o valor das passagens no cartão Riocard, embora faça o desconto nos salários, obrigando-os a pagarem a passagem. Eles disseram ainda que somente no mês passado, cerca de 800 empregados foram demitidos verbalmente, ou seja, sem aviso prévio, o que os impede de requerer o salário desemprego e o saque do FGTS. Disseram também que a Locanty não vem recolhendo as contribuições para a Previdência Social e o Fundo de Garantia. Os empregados estão convencidos que a empresa, com esse comportamento, quer provocar demissão por justa causa.
Esta foi a segunda manifestação realizada pelos funcionários da empresa, a primeira foi em novembro, quando eles se concentraram em frente à sede da empresa, no Parque Beira Mar, com a adesão de vigias, merendeiras e serventes de empresas terceirizadas que prestam serviços à prefeitura, que estavam há três meses sem receber os salários.


