O secretário-executivo do Ministério do Trabalho, Paulo Roberto Pinto, foi confirmado como ministro interino da pasta. Ele ocupará o cargo até a reforma ministerial que a presidente Dilma fará em janeiro, provavelmente após suas férias de dez dias logo no início do ano. Não há certeza de que o Trabalho ficará com o PDT, tampouco que migrará para o PT, que cobiça retomar a pasta. Existe ainda uma possibilidade de o PMDB assumir o cargo - por exemplo, na hipótese de se fundirem os ministérios do Trabalho e da Previdência, o que está em estudo no Palácio do Planalto.
Alvo de denúncias de desvio de recursos públicos de convênios assinados com organizações não governamentais para capacitação de trabalhadores, Carlos Lupi entregou domingo (4) à presidente Dilma Rousseff seu pedido de demissão. Na sexta-feira, em Caracas, Dilma já dera a indicação de que bateria o martelo sobre o futuro de Lupi nesta segunda-feira (5). Afirmou ainda que tomava decisões objetivas e que não era nada romântica, em alusão ao fato de Lupi ter dito declarado "Dilma, eu te amo" em audiência no Congresso Nacional.
Lupi é o sexto ministro a cair envolvido em escândalos de corrupção no atual governo. Em nota oficial, ele se disse perseguido pela “mídia" e pela Comissão de Ética da Presidência, que teria recomendado sua demissão “sumariamente" e sem dar “direito de defesa". No dia 8 de novembro, Lupi e o comando do PDT desafiaram a presidente Dilma Rousseff e avisaram que, em caso de demissão, o partido deixaria o governo. Numa entrevista após reunião da executiva do partido, o ministro diz: "Para me tirar do ministério, só se eu for abatido à bala".


