O ministro-chefe da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage, disse que a decisão da presidenta Dilma de suspender por 30 dias os repasses para organizações não governamentais (ONGs) tem o objetivo de distinguir as ONGs "sérias e qualificadas" das "fantasmas". "Tem uma infinidade de instituições sem experiência e sem condições. É essa distinção entre as ONGs sérias, qualificadas, e essas ONGs fantasmas que a presidenta Dilma fez questão, agora, de estabelecer com essas regras novas. A presidenta decidiu fazer essa suspensão. É uma decisão governamental. Toda decisão tem seus prós e seus contras. O mais importante é o que vai ser apurado", disse Jorge Hage ao chegar ao Palácio do Planalto para participar da posse do novo ministro do Esporte, Aldo Rebelo.
Hage disse ainda que muitas organizações não governamentais foram criadas, nos últimos anos, em áreas novas de atuação do próprio governo. Ele citou a pasta do Turismo e do Esporte, como reduto dessas novas organizações. O ministro informou que para fazer uma análise de todos os convênios feitos entre os órgãos do governo e as ONGs haverá uma força-tarefa. A ideia é que o trabalho seja concluído em 30 dias. "Vamos ver como será isso na prática. Vamos reunir pessoal de diferentes ministérios e fazer uma força-tarefa".


