Na operação, a Polícia Federal apreendeu R$ 250 mil em dinheiro, em diversos endereços, além de seis carros de luxo. Os presos faziam parte da cúpula do Conselho Federal de Odontologia, e os mandados foram expedidos pelo juízo da 3ª Vara Federal Criminal do Rio.
As investigações, iniciadas há cerca de um ano, indicaram que esses profissionais recebiam diárias indevidas, restituições de despesas indevidas, assim como verbas indenizatórias em valores substanciais, sem comprovação dos documentos. Alguns contratos são investigados por haver indícios de que tenham sido superfaturados.
O chefe da Delegacia de Combate à Corrupção e Crimes Financeiros da Polícia Federal no Rio, delegado Tácio Muzzi, disse que estão sendo investigados os crimes de peculato, corrupção ativa e passiva e de lavagem de dinheiro. Segundo Muzzi, estima-se que existam despesas e contratos irregulares com indícios de superfaturamento no valor de R$ 30 milhões. O procurador da República Thiago Lemos informou que a prisão dos envolvidos é temporária, com prazo de cinco dias, renováveis por mais cinco. Segundo Lemos, o Ministério Público Federal ainda não ofereceu denúncia porque as investigações não foram concluídas. Depois que forem feitas novas diligências para o complemento das investigações, “o MPF terá condições de mover as ações cabíveis".
Procurado pela Agência Brasil, o Conselho Federal de Odontologia não se manifestou até o fechamento da reportagem.


