Assim como ocorreu no primeiro turno, a grande votação de Dilma em Duque de Caxias já era prevista, cidade onde as principais forças políticas locais, ao lado do prefeito Alexandre Cardoso, caminharam ao seu lado, conforme pode ser visto na última visita da candidata ao município, na quarta-feira (22). Alexandre foi o criador do movimento “Dilmão", no Rio de Janeiro, e coordenador da campanha à reeleição de Dilma na Baixada Fluminense.
Durante essa segunda passagem pela cidade - a primeira foi no 1º turno -, Dilma destacou que o combate à violência contra a mulher será prioridade em seu futuro governo, caso reeleita fosse, reafirmando a promessa veiculada no horário eleitoral gratuito de criar o programa Casa da Mulher Brasileira, que combate a violência contra pessoas do sexo feminino. “A Casa da Mulher Brasileira vai concentrar todo o Judiciário, o Ministério Público e o Executivo para combater essa violência que vitima a mulher", disse durante entrevista coletiva próximo ao Terminal Rodoviário da Avenida Dr. Plinio Casado, onde foi recebida com muitos fogos de artifício. Ela lembrou que, em sua gestão, dedicou políticas públicas às mulheres. Citou também que 93% dos cartões do Bolsa Família estão em nome das mulheres.
- Vamos mostrar que este país não quer voltar para trás. Nós vamos mostrar que as conquistas que sonhamos foram duras e elas não serão tiradas de nós. Não vai voltar o desemprego. Não vai voltar os baixos salários. Não vai voltar a importância só dos juros. Não vai voltar a incapacidade de fazer educação ao povo brasileiro - falou Dilma, respondendo a uma pergunta sobre o recado que mandaria para os eleitores indecisos.
A candidata informou que o programa vai garantir acesso a creches para os filhos das vítimas, para que as mães possam trabalhar normalmente. "A Casa da Mulher também vai reforçar o aspecto da autonomia. Com direito ao trabalho, com acesso à educação. Porque a mulher é capaz de entender que a creche e a pré-escola não é só porque ela trabalha. É uma questão essencial para a gente atacar a desigualdade entre as crianças. É ali que está a desigualdade entre a criança filha do pai de classe média e a criança filha do pai de classe mais pobre", disse .
O encontro da candidata com os participantes da caminhada que saiu da Praça Governador Roberto Silveira, aconteceu na Avenida Governador Leonel Brizola (antiga Presidente Kennedy). Ela foi recepcionada pela bateria da escola de samba Acadêmicos do Grande Rio e recebeu uma faixa com a frase: "Diga não à violência contra mulher". Depois a candidata percorreu um trecho de cerca de 500 metros da avenida, acompanhada dos prefeitos Alexandre Cardoso (sem partido), de Duque de Caxias, e Eduardo Paes (PMDB), do Rio; do senador Lindberg Farias (PT) e do ministro da Aviação Civil, Moreira Franco, além de parlamentares e vereadores do município. Durante o trajeto, a candidata chegou a descer do carro aberto para abraçar eleitores e receber flores.
- Não vamos mais aceitar a violência contra a mulher. Essa faixa, que hoje me passaram, é tão importante quanto a faixa presidencial. Ela afirma a luta contra a violência doméstica que vitima as mulheres. A presidenta da República é mulher e não vamos admitir que isso continue ocorrendo. O dia 26 [domingo] está chegando. Nós vamos ter de lutar minuto a minuto, hora a hora. Vamos ter de lutar para que essa eleição seja para aqueles que querem um Brasil forte e independente. Vamos fazer um compromisso de comemorarmos no domingo a vitória com um Brasil para frente - acrescentou a candidata, no discurso de pouco mais de cinco minutos em frente a Praça do Relógio, sob muitos aplausos e euforia do público.
Durante o trajeto, houve empurra-empurra porque as pessoas queriam se aproximar da comitiva para fotografar, filmar ou cumprimentar a presidente. Assustados com o grande número de pessoas, alguns comerciantes fecharam as portas. Um forte aparato de seguranças garantia a integridade da presidente durante sua movimentação.


