A Nissan inaugurou seu Complexo Industrial em Resende. A unidade industrial, que consolida a presença da montadora no Brasil, recebeu R$ 2,6 bilhões, um dos maiores investimentos realizados no país para a construção de uma fábrica de automóveis. A cerimônia de inauguração, realizada no último dia 15, contou com a presença governador Luiz Fernando Pezão, do diretor geral da Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, do diretor da Nissan na América Latina, José Luis Valls, do presidente da Nissan do Brasil, François Dossa, entre outros executivos da empresa, autoridades, funcionários da fábrica e convidados.
A empresa pretende executar um ciclo de produção completo no seu complexo industrial, abrangendo a área de estamparia até as pistas de testes, incluindo chaparia, pintura, injeção de plásticos, montagem e inspeção de qualidade. No total, a indústria terá capacidade para produzir até 200 mil veículos e 200 mil motores por ano. Na avaliação de Carlos Ghosn, o Complexo Industrial da Nissan é fundamental para o crescimento da marca no Brasil. “O país é nosso quarto maior mercado do mundo e peça-chave para o nosso desenvolvimento na América Latina. Nossa meta é atingir 5% de participação de mercado, ser a primeira entre as marcas japonesas e líder em qualidade de produtos e serviços no Brasil até 2016", afirmou.
O complexo da Nissan em Resende foi concebido para produzir os veículos da Plataforma V (de versátil) da Nissan e também motores. Ele inicia suas atividades com a fabricação do novo automóvel Nissan New March e do motor 1.6 16V flexfuel, que equipa o carro. “A expansão da capacidade de produção da Nissan nas Américas nos últimos dois anos, com a abertura de novas fábricas nos Estados Unidos (em 2012), no México (2013) e, agora, no Brasil, ressalta oportunidades ainda não exploradas que nós enxergamos na região, em especial, no Brasil", disse Valls.
Para produzir o modelo, as duas fábricas - de veículos e de motores - que compõem a unidade industrial já empregam diretamente cerca de 1,5 mil pessoas. A expectativa é que este número aumente no futuro, chegando a 2 mil empregos diretos. A composição do efetivo segue um dos grandes valores da Nissan: a diversidade. Tanto que as mulheres representam 15% do número total de empregados atuais, bem acima dos padrões da indústria automotiva nacional.
Todos os funcionários da nova unidade passaram por formação no Senai de Resende e também dentro da Nissan. Além disso, mais de 300 deles tiveram treinamento de até três meses fora do país, em fábricas da Nissan no Japão, México, Estados Unidos e Inglaterra. A equipe de avaliação dos veículos, que faz o controle final dos carros e motores produzidos na fábrica, recebeu formação especial, de seis meses, no Japão e no México. Apenas no último ano, para a realização da capacitação técnica dos funcionários, a Nissan investiu R$ 9 milhões.


