A presidenta Dilma Rousseff empossou nesta segunda-feira (17) seis novos ministros do governo, desejando sorte aos que deixam os ministérios e muito trabalho aos novos comandantes das pastas. As mudanças ocorreram nos ministérios do Desenvolvimento Agrário, das Cidades, da Pesca e Aquicultura, da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e do Turismo. Cinco dos seis ministros que deixaram o cargo saem para se candidatar às eleições de outubro. “A esses parceiros de jornada que hoje se afastam do governo, desejo sorte e sabedoria para os nossos desafios. Dedico a cada um de vocês um sincero e caloroso muito obrigada", disse Dilma. “Vocês contribuíram para a construção e para a consolidação de um projeto de Brasil que propiciou algo raro: crescer e diminuir a desigualdade", acrescentou. Ela destacou que espera que as trajetórias e experiências de cada um dos novos ministros contribuam para a continuidade de ações do governo. “Estou certa de que me ajudarão a fazer de 2014 um ano profícuo para o país".
Segundo Dilma, este ano será de muitos desafios nas áreas assumidas pelos novos integrantes do governo. “Queremos afirmar aqui que 2014 vai ser um ano de muitas realizações, na agropecuária, na agricultura familiar, no desenvolvimento da pesca, na melhoria da mobilidade urbana em nossas cidades, no estímulo à inovação tecnológica e à pesquisa científica, no acolhimento profissional e, ao mesmo tempo, caloroso dos turistas que vêm ao Brasil", listou. Há pouco mais de um mês, Dilma já havia feito troca de comando nos ministérios da Educação, da Saúde, da Secretaria de Comunicação, e da Casa Civil.
NOVOS - No Ministério do Desenvolvimento Agrário, ocupado até então por Pepe Vargas, assumiu o ex-presidente da Petrobras Biocombustível Miguel Rossetto, que já ocupou a pasta no governo do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. No ministério das Cidades, o vice-presidente de Governo da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, substitui o atual ministro Aguinaldo Ribeiro. Clelio Campolina Diniz, reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é o novo titular do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação no lugar de Marco Antonio Raupp. O senador Eduardo Lopes (PRB-RJ) ocupa o ministério da Pesca e Agricultura, que era conduzido por Marcelo Crivella, também senador do PRB fluminense.
Neri Geller, que era secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, é o substituto de Antônio Andrade na pasta. Para o lugar de Gastão Vieira no Ministério do Turismo, a presidenta anunciou o gerente de assessoria internacional do Serviço Brasileiro às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Vinicius Nobre Lages. Pepe Vargas, Aguinaldo Ribeiro, Marcelo Crivella, Antônio Andrade e Gastão Vieira disputarão as eleições estaduais de outubro, e Marco Antonio Raupp deixa o governo para “assumir novos desafios profissionais", segundo a presidenta. (Agência Brasil)
Projetos de infraestrutura, agricultura e pesca serão acelerados
Após assumir o Ministério da Agricultura, Neri Geller disse ter o apoio do setor e do PMDB. O novo ministro disse ter ligação “forte" com o Congresso Nacional e obter apoio de “praticamente todo o setor do país". Geller foi indicado por seu antecessor, Antonio Andrade, em apoio liderado pelo senador Blairo Maggi, ex-governador do Mato Grosso, estado produtor de grãos do Brasil. Filiado recentemente ao PMDB, ele diz ter “forte" ligação com o Congresso Nacional. “Eu sinto por parte da grande maioria dos deputados, se não todos, inclusive do PMDB, que tive apoio sim. A nossa relação com o Congresso Nacional vai ser muito forte, no sentido de implementar política de resultado no setor", afirmou. Ao citar sua trajetória na agricultura, disse conhecer o setor e prometeu trabalhar em várias áreas do ministério. “Sei o que é pequena agricultura, sei o que é agricultura comercial e sei a importância que tem a agricultura de escala para o nosso país. Vamos estar linkados na política macro do governo federal, mas vamos estar linkados no trabalho, produção. Fazer as coisas andarem na agricultura é muito importante", declarou Geller, acrescentando ser benéfica a presença de um ministro ligado ao setor. Segundo a presidenta Dilma Rousseff, o novo ministro atuou de forma “decisiva" na elaboração do Plano Safra Agrícola e Agropecuário e no programa de armazenagem.
Já o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, quer melhorar a execução das políticas da pasta, que já tiveram “enorme crescimento" nos últimos dez anos. Rossetto volta ao comando do ministério do Desenvolvimento Agrário com o objetivo de ampliar os programas atualmente em execução pela pasta. “Vamos dar continuidade, melhorando crédito, assistência técnica, melhorando preços agrícolas, avançando na política de reforma agrária com qualidade e quantidade", observou.
O novo ministro da Pesca e Aquicultura, Eduardo Lopes, pretende conhecer os projetos em execução pela pasta, principalmente no que diz respeito aos resultados atuais do Plano Safra da Pesca. “Quero manter a média da produção que foi alcançada. No ano passado houve crescimento de 70%, passamos de 1,5 milhão para 2,5 milhões de toneladas de produção anual. Se mantivermos a mesma média, e vamos trabalhar para isso, chegaremos ao final do ano com 4 milhões de toneladas, já colocando o Brasil em uma situação diferenciada", afirmou. (AB)


