Com brilho de Matheus Cunha, Brasil vence Haiti por 3 a 0 e lidera o Grupo C na Copa do Mundo
- jun 20, 2026
Seleção brasileira desencanta na Filadélfia, assume o topo da chave pelo saldo de gols e fica muito próxima da classificação para a próxima fase
O Brasil, enfim, desencantou na Copa do Mundo. Na noite desta sexta-feira (19), a seleção verde e amarela não teve maiores dificuldades para vencer o Haiti por 3 a 0, na partida que encerrou a segunda rodada do Grupo C, todo ele sediado nos Estados Unidos.
Com o triunfo na Filadélfia diante de mais de 68 mil torcedores, os brasileiros somam os mesmos quatro pontos de Marrocos — que, mais cedo, superou a Escócia por 1 a 0 em Boston —, mas assumem a liderança isolada da chave graças ao critério do saldo de gols. Os escoceses, com três pontos, aparecem em terceiro lugar, enquanto os caribenhos, ainda zerados, estão na lanterna.
Uma das grandes apostas do técnico Carlo Ancelotti para o confronto, o atacante Matheus Cunha fez valer a confiança do treinador e marcou duas vezes. Outro grande destaque da noite foi Vinícius Júnior. O camisa 7 se envolveu em 100% dos gols da seleção brasileira no mundial até o momento e coroou a atuação em uma marca histórica.
Em situação bem mais tranquila na competição, o Brasil decide seu futuro na próxima quarta-feira (24), às 19h (horário de Brasília), quando enfrenta a Escócia. No mesmo dia e horário, o Haiti pega o Marrocos em Atlanta. Vale lembrar que os dois primeiros colocados de cada chave avançam direto, além dos oito melhores terceiros colocados entre os 12 grupos do torneio.
Primeiro tempo: Mudanças táticas e vitória construída ao natural
Como adiantado por Ancelotti na entrevista coletiva da última quarta-feira (18), o Brasil foi a campo com mudanças em relação ao empate por 1 a 1 com Marrocos, no sábado passado (13), em Nova Jersey. Na lateral direita, Danilo assumiu o lugar do zagueiro Ibañez. Já no ataque, Matheus Cunha foi o escolhido para atuar ao lado de Vinícius Júnior e Raphinha, deixando Igor Thiago como opção no banco de reservas.
Marcando a partir do círculo central com nove dos dez jogadores de linha — deixando somente o atacante Frantzdy Pierrot solto na frente —, o Haiti tentava diminuir os espaços do Brasil. A estratégia funcionou nos minutos iniciais, aproveitando a lentidão do ataque canarinho, que pouco se movimentava para desestabilizar o posicionamento adversário.
Ainda assim, a qualidade técnica individual começou a aparecer. Em duas oportunidades, Raphinha ficou perto de tirar o zero do placar. Aos 11 minutos, o volante Bruno Guimarães tocou por cima da zaga e encontrou o atacante livre na área pela esquerda para finalizar. A rede balançou, mas o impedimento foi marcado. Dez minutos depois, em lance parecido pelo meio, Raphinha recebeu novamente de Bruno Guimarães e encobriu o goleiro Johny Placide, mas a bola saiu à direita da trave, novamente em posição irregular.
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O faro de gol de Matheus Cunha e a marca de Vini Jr.
O alívio brasileiro veio aos 22 minutos. No rebote de um chute de Vinícius Júnior dentro da área pela esquerda, o zagueiro Hannes Delcroix tentou afastar, mas a bola explodiu em cima de Matheus Cunha e, de forma vagarosa, parou nas redes do Haiti. O gol foi creditado ao camisa 9 brasileiro que, na comemoração, recebeu um abraço efusivo do companheiro Igor Thiago.
O gol desmontou completamente a estratégia haitiana. Aos 32 minutos, Lucas Paquetá desarmou o atacante Josue Casimir na intermediária e Vinícius Júnior achou Matheus Cunha às costas da marcação desorganizada. O centroavante entrou na área pela esquerda e bateu forte, ampliando o placar.
Nos acréscimos, foi a vez de Vinícius Júnior anotar o dele. Aos 48 minutos, aproveitando os espaços generosos atrás da linha defensiva haitiana, Lucas Paquetá lançou o atacante, que superou o zagueiro Ricardo Adé na velocidade e concluiu com categoria na saída de Placide. Um gol marcante para o camisa 7, que celebrou em grande estilo o jogo número 500 de sua carreira profissional.
A única nota negativa da etapa inicial foi a lesão de Raphinha. Aos 38 minutos, o atacante sentiu dores musculares e sentou inconsolável no gramado. Ele recebeu o apoio dos companheiros — inclusive do goleiro Alisson, que atravessou o campo para confortá-lo — antes de ser substituído pelo jovem Rayan.
Segundo tempo: Administração, trave e festa para Endrick
Na etapa final, o Brasil seguiu encontrando espaços na defesa adversária, mas passou a pecar na conclusão das jogadas. O Haiti, por sua vez, tentou se lançar ao ataque e assustou aos 17 minutos. Após cobrança de escanteio pela esquerda, Adé superou Marquinhos pelo alto e cabeceou forte. Alisson fez a defesa parcial e Danilo, em cima da linha, antecipou-se ao lateral Jean-Kevin Duverne para afastar o perigo.
Para oxigenar o setor ofensivo, Carlo Ancelotti promoveu as entradas de Gabriel Martinelli e Endrick nos lugares de Lucas Paquetá e Matheus Cunha. Muito pedido pela torcida nas arquibancadas, Endrick foi ovacionado ao pisar no gramado, mas foi Martinelli quem quase ampliou. Aos 22 minutos, após troca rápida de passes pela esquerda, o atacante recebeu uma assistência de calcanhar de Vinícius Júnior e carimbou o travessão.
Aos 32, foi a vez de Endrick ficar no "quase". O jovem atacante invadiu a área pela direita, recebeu passe de Rayan e chutou por entre as pernas do goleiro Placide. Ele chegou a comemorar, mas a arbitragem anulou o lance por impedimento.
Aproveitando a excelente vantagem e o ritmo cadenciado do jogo, Ancelotti realizou as duas últimas modificações, poupando Bruno Guimarães e Vinícius Júnior para as entradas de Danilo Santos e Éderson. Nos acréscimos, Éderson teve a chance de transformar a vitória em goleada após cruzamento rasteiro de Gabriel Martinelli, mas teve o chute bloqueado por Delcroix na pequena área.
Apesar do ritmo menor no fim, o saldo foi extremamente positivo para a comissão técnica: além dos três pontos e da liderança, o Brasil encerrou um compromisso sem sofrer gols após uma sequência de oito jogos sendo vazado. (com informações da Agência Brasil)
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