AL arquiva pedido de empréstimo de R$ 800 mi para concluir VLT

Operação seria realizada com a Caixa Econômica Federal e conta ficaria para governos futuros

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Os deputados estaduais arquivaram, na manhã desta quarta-feira (21), um pedido de autorização feito pelo governador Pedro Taques (PSDB) para contrair um empréstimo de R$ 800 milhões da Caixa Econômica Federal, a fim de concluir a obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). O projeto tramitava no Legislativo desde maio de 2017.

AL arquivou empréstimo para concluir VLT; obra está parada desde 2014

Os parlamentares seguiram o parecer da Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO), que apresentou parecer contrário à mensagem enviada pelo tucano.

O vice-líder do Governo na Assembleia, deputado Wilson Santos (PSDB), disse que o arquivamento do pedido de Taques dará “carta branca” para o governador eleito Mauro Mendes (DEM) decidir o que fazer com o modal.

“Se nós, agora, votarmos sim, aprovando o parecer da Comissão de Fiscalização, estaremos deixando o governador Mauro Mendes com liberdade, autonomia, sem nenhuma tornozeleira, sem nada que o prenda ou que faça com que seja obrigado a fazer algo que ele não discutiu com a sociedade”, disse.

“Ao arquivar a mensagem do Executivo Estadual, vamos dar, então, ao novo Governo, carta branca para decidir o que vai fazer com essa obra. Esta é a melhor decisão neste momento”, afirmou.

Durante a campanha, Mendes disse que levaria até um ano para decidir o que fazer com a obra, que encontra-se parada há quase quatro anos.

“[Cabe à ele decidir] se pretende submeter essa decisão ao povo, através de um referendo ou plebiscito, se pretende terminar o VLT e de que forma. Ou, ainda, que não queira o VLT, nem o BRT e que consolide as linhas de ônibus urbanos e interurbanos normal. Essa decisão dará liberdade para escolha”, completou Wilson.

A obra

Iniciadas em 2012, as obras do VLT estão paradas desde dezembro de 2014. Até então, apenas 6 km dos 22 km dos trilhos foram concluídos.

Orçado em R$ 1,477 bilhão – dos quais R$ 1,066 bilhão já foram aplicados, segundo dados da data base de maio de 2012 -, o contrato com o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande foi rescindido pelo Governo do Estado após a Operação Descarrilho – deflagrada pela Polícia Federal em agosto de 2017 – que apontou indícios de irregularidades no acordo.

Além disso, o governo instalou processo administrativo para apurar possíveis infrações contratuais e prometeu lançar uma nova licitação para a obra.

Enquanto isso, os 42 vagões vão se deteriorando no Centro de Controle Operacional e Manutenção, que fica próximo ao Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande. Comprados quando a obra foi iniciada, os materiais rodantes custam ao Governo cerca de R$ 16 milhões por mês para manutenção.

Fonte: MídiaNews

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